sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quem procura, acha mais perguntas


     Talvez de todas as línguas desse planeta, não exista uma com um ditado que represente tão bem a determinação do homem frente aos problemas existenciais que ele mesmo criou quanto a língua portuguesa, onde a máxima “quem procura acha” rege tudo o que achamos que sabemos.
      Durante o desenrolar da história humana, nós nunca nos contentamos em existir e desfrutar de tudo o que a natureza nos oferece. Sempre fomos obcecados a indagar a nós mesmos o porque e como isso ou aquilo existe.  Essa curiosidade sem limites fez a nossa espécie chegar aonde chegou, com todos esses aparatos tecnológicos que facilitam a nossa vida, e sempre nos fazem querer descobrir mais e mais. 
     Sem dúvidas, a sede insaciável de conhecimento foi o combustível necessário para uma evolução tão rápida, uma espécie como a nossa, que passa de nômades selvagens a uma sociedade teoricamente civilizada e evoluída cientificamente em apenas alguns milhares de anos não se encontra em qualquer parte do universo. Universo esse que desde os tempos clássicos se tornou a maior obsessão humana, o desejo de saber como ele funciona fez nós chegarmos aonde estamos, e depois de tanto tempo, não sabemos  quase nada a seu respeito, continuamos inventando para descobrir, e descobrindo para inventar mais perguntas.  Perguntas essas que só serão respondidas com outras, e assim nós vamos existindo com aquela ideia de que sempre iremos progredir.

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